domingo, 27 de junho de 2010

Exemplos de brigas nas escolas (Bullying)



Insultos, apelidos pejorativos e brigas entre crianças e adolescentes podem ser exemplos desse tipo de violência (Bullying).


Crianças e adolescentes têm sofrido e praticado, nas escolas, um tipo de violência que assusta pais e professores: o bullying.

O termo inglês é usado para identificar agressões físicas e psicológicas que provocam nas vítimas um sentimento de humilhação. Entre as agressões verbais, são comuns os comentários negativos sobre a aparência, a família ou o lugar em que a vítima mora.
Mas nem toda forma de ‘ataque’ pode ser considerado bullying, alerta a psicopedagoga Núbia Torres, que desenvolve um programa de prevenção a esse tipo de violência em uma escola particular do Recife.


“Brigas cotidianas, apelidos e arengas são próprios da infância e não caracterizam bullying, necessariamente, porque são ‘brincadeiras’ feitas com qualquer pessoa. O bullying começa quando a agressão acontece com freqüência e é destinada a um alvo específico”, diz a especialista.
De acordo com a psicopedagoga, apesar de ser comum na escola e durante a juventude, esse tipo de violência pode acontecer também entre adultos e em outros ambientes. “Um autor de bullying durante a infância [agressor], se não for cuidado, pode se tornar um adulto que tem essa prática em outros espaços da sociedade, como a universidade e o trabalho”, afirma.

Para que a criança ou o adolescente não agrida outras pessoas, a psicopedagoga Núbia Torres ressalta a importância de um trabalho coletivo. “É necessário observar o autor da agressão e, se for o caso, encaminhar a um tratamento clínico. Mas o trabalho não deve ser só do profissional, mas em conjunto entre o terapeuta, a família e a escola”.

Esse cuidado se estende igualmente às vítimas de bullying. Elas podem desenvolver problemas psicológicos que, em casos extremos, são irreversíveis. Por isso, a família deve estar alerta.

“Os pais devem ficar atentos para observar mudanças comportamentais nos seus filhos. A vítima de bullying, geralmente, apresenta retraimento, tristeza e dificuldade em ir ao local em que sofre a agressão – que, normalmente, é a escola. Ao primeiro sinal provável de bullying, a família deve procurar a escola para que sejam tomadas providências. Não se deve esperar que a agressão aconteça novamente”.

O que fazer para evitar esse tipo de violência

Pais e família

Mantenham um diálogo aberto e constante com os filhos. Assim, eles se sentirão à vontade para contar que foram agredidos.
Estejam atentos a possíveis mudanças comportamentais da criança / adolescente, como retraimento, tristeza ou agressividade.
Observem se seu filho tem resistência para ir à escola. Isso pode acontecer porque ele está sofrendo bullying nesse local.
Se suspeitarem que seus filhos sofram bullying na escola, procurem a unidade de ensino, mas sem alarde, para não inibir a criança ou o adolescente.
Se for necessário, ofereçam à criança ou ao adolescente algum tipo de tratamento psicológico.

Vítima

Fale das agressões a algum adulto em que você confia (pais, avós, professores, vizinhos). Lembre-se que você não está sozinho.
Ignore quem xinga você. Quem fala mal gosta de ver que você fica nervoso e chateado com isso. Se você não se irrita, os agressores ficam entediados e param.Ande acompanhado com um ou mais amigos nos locais em que os agressores normalmente estão. Procure também ficar próximo a algum adulto, como um professor ou algum funcionário da escola. Envolva a maior quantidade possível de pessoas na discussão sobre agressões, desde amigos, colegas de classe até professores e o diretor da escola.
Não xingue nem agrida fisicamente o autor do bullying. Isso só piora a situação.

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